O final do BBB7, quatro semanas antes do anunciado

A minha primeira reação quando eu soube do paredão Íris x Alemão semana passada foi que o BBB tinha acabado. Mas aí veio o lance de eu estar fora do Brasil, ver os programas com algumas horas de atraso e quando eu o assisti, eu já tinha lido trocentos blogs sobre o assunto.

E os entusiastas do casal, diferentemente de mim, estavam esperançosos: achavam que o programa não perderia a graça, que seria emocionante ver a vingança do Alemão, que o G5 se redimiria, que Faniranha voltaria com o rabinho entre as pernas para Nova Iguaçu, mas infelizmente dia após dia, programa após programa que eu assisto eu não consigo me empolgar…

No final, eu acredito que essa foi a melhor e a pior edição que já houve do BBB. No início, eu me perguntava o porquê de eu gostar e me divertir tanto com a Íris. O que eu percebi foi: não importa o quão inconveniente, barulhenta, sem noção, sem semancol Íris fosse, todas as suas atitudes eram absolutamente autênticas. Várias e várias vezes eu vi Íris cometendo erros que *EU* cometi quando era mais nova ao tentar me aproximar de um grupo. Porque no final, ela era apenas uma garota de cidade pequena criada por uma família humilde tentando se integrar ao um grupo de gente com uma bagagem cultural muito diferente da dela. E mesmo eu, que venho de uma cidade não tão pequena assim, e sou de classe média baixa também, passei por situações muito parecidas ao tentar ser aceita por gente diferente de mim.

Já em relação ao elenco do BBB7: eu particularmente fiquei feliz ao saber que nesta edição não teria lugar aos pobrinhos e oprimidos. Nada contra eles, mas acho passional demais entregar o prêmio de R$ 1 milhão a uma pessoa que mal se relacionou na casa (alguém aí lembra de um episódio marcante de Cida ou Marielza?!). O que em termos foi o mesmo problema da Íris: como ser aceito em um grupo culturalmente tão diferente do que você foi criado?! Mas diferentemente das outras campeãs, Íris tentou se relacionar, tentou ser aceita, tentou se fazer entendida e assim conquistou o público.

Mas não se pode negar que assustou ver o “beautiful people” no início do programa. As mulheres eram todas deslumbrantes… E eu acho que esse foi o principal erro de produção na montagem do programa. Por mais lindos e preparados e politizados e aparentemente inteligentes (com exceção de Íris) todos fossem, as atitudes dos componentes do G5 sempre foram absurdamente imaturas e infantis.

Muito mais que estratégias de jogo, “não vamos combinar votos”, a habilidade primordial que todos deveriam prezar e utilizar lá dentro era a de se RELACIONAR COM PESSOAS. Ninguém é igual a ninguém. Aceitar os outros, não interessa se é diferente ou não de você. E não perseguir ou discriminar quem age diferente. Isso não é nenhuma novidade… qualquer pessoa que trabalha (e se preocupa com a sua carreira) sabe que aceitar as diferenças dos outros é fundamental… Isso é muito relacionado com auto-estima, você se amar de forma tão intensa que não te importa ou incomoda o outro ser tão diferente, ter um sotaque diferente, brincar diferente, mostrar sua alegria diferente de você. E neste sentido, os únicos aptos eram Íris (diferente de todos, procurando seu lugar ao Sol), Alan Pierre (que era um cara viajado, humilde, cabeça aberta), Diego (ao se encantar pela moça tão diferente da roça) e Flávia (que sabia muito bem que as alianças eram perigosíssimas no BBB, até não ter saída e precisar se juntar a um grupo).

Neste sentido, eu acho que o final do BBB7 vai ser o mais injusto até hoje. Porque por mais que o Diego vença, vão ter dois “inaptos” no segundo e terceiro lugar. Gente que não nos entreteu ou divertiu, mas só conspirou e tentou eliminar o que era diferente, praticando meio que um ‘holocausto’ dentro do BBB.

Por isso que eu acho que este vai ser o meu último post sobre esta edição do BBB… não há mais o que dizer… os programas vão ficar cada vez mais monótonos a cada dia, eu com certeza vou votar para escorraçar todos os antipáticos do G5, mas sem a Íris e o “amor impossível” entre caipira e playboy-pitbull-redimido o BBB7 perdeu o que tinha de melhor.

Só espero que a desequilibrada da Fani (agora eu entendo plenamente o porquê dela se consultar com a Dra. Silvana) não apronte alguma. Talvez ela seja motivo para eu escrever aqui mais uma vez… Ta aí, se o G5 podia fazer alguma coisa útil neste programa, que seja montar logo um paredão Diego x Fani… Isso faria eu me sentir um pouco menos injustiçada… e escurraçar de vez a bem-resolvida de Nova Iguaçu.

Deixe um comentário